Este blog tem por finalidade dar dicas de como ludibriar, passar a perna, iludir o MISTER PARKINSON, a DOENÇA DE PARKINSON, Doença neurodegenerativa que aflige milhares de pessoas e até a presente data não tem cura, tem somente paliativos que reduzem os sintomas. O objetivo deste blog é dar dicas sobre como minorar estes sintomas.
sábado, 29 de junho de 2013
Mister Parkinson
INTRODUÇÃO
Era um domingo do outono de 1997 em Canela, bela cidade serrana de minha terra.
Estávamos eu e minha esposa, Maria Cândida, andando pelo centro da cidade e vinham atrás minha irmã, Ane (Anemary), e meu cunhado, Manoel Luís, quando este me alertou que eu estava com algum problema de movimento no braço direito. Não balançava normalmente ao caminhar, estava rígido com o cotovelo dobrado.
Aconselhou-me a consultar um neurologista, pois ele avaliava que seu estaria tendo algum problema como o de meu Pai, Norberto, tinha nos seus últimos anos de vida.
Consultando o Dr Sérgio Haussen, após meticulosos testes de reação a estímulos, desfiles (na ponta dos pés, nos calcanhares, de olhos fechados, e outros), de coordenação motora, me deu o veredicto:
“O Sr tem o Mal de Parkinson” (como era chamado naquela época).
Como já tinha sido prevenido pelo meu cunhado, também médico, de que era possivelmente este que seria o diagnóstico que seria me dado, encaramos, eu e a minha esposa, com naturalidade.
Até hoje me recordo de algumas observações feitas por este médico:
- após os cinqüenta anos de idade nem tudo pode ser imputado como sintomas do Parkinson; temos que nos lembrar que a pessoa vai decaindo aos poucos nas suas performances;
- devo manter o corpo bem fisicamente para quando a cura chegar, o meu organismo esteja em boas condições de recebê-la;
-
Assim fui apresentado ao Mister Parkinson, meu companheiro inseparável a partir de então.
Meu pai também foi parkinsoniano, mas é dito pela ciência que os fatores genéticos são fatores que predispõe a pessoa para ser também Pk, que a doença não é necessariamente hereditário.
Sempre fui irrequieto pessoal e profissionalmente e assim gostaria de continuar.
Durante aquela consulta, perguntei ao Dr Sérgio se esta doença poderia fazer com que eu colocasse em risco de morte pessoas que estivessem sob meu comando e sua resposta que não, que eu teria ainda alguns anos de inteira consciência me estimularam a produzir mais profissionalmente.
Era, na época, Coronel e vislumbrava um futuro promissor no Exército Brasileiro.
Assim continuei meus trabalhos como se nada tivesse.
O sintoma prevalente era a rigidez. O tremor era muito pouco perceptível. A postura militar que eu mantenho até os dias atuais não me deixavam mostrar o que a DP normalmente faz com as pessoas, deixando-as encurvadas.
Poucas foram as pessoas me abordaram indagando o que eu tinha.
Um colega me perguntou, enquanto andávamos pelos corredores do Comando do Exército (Forte Apache) porque eu estava andando em ‘bloco’.
Outro colega na mesma época me perguntou porque meu braço não se mexia quando eu caminhava. Minhas respostas sempre foram evasivas, tipo ‘lesão provocada pelo paddle’.
Não que eu não quisesse assumir a doença, mas eu não queria ser discriminado pois estava na época relacionado para fazer o Curso de Política, Estratégia e Administração do Exército, estava concorrendo para uma vaga de Adido Militar e, um pouco mais adiante, concorreria a promoção a General de Brigada.
Quanto a esta situação sei que o Exército tem muitos bons coronéis, e entre um com a saúde sem complicações e um Pk, certamente o primeiro seria o escolhido.
DEFICIENTE FÍSICO NÃO, DEFICIENTE NEURONAL...
Uma caracterização que poderíamos adotar para nós DP seria a de ‘DEFICIENTE NEURONAL’ pois deficientes físicos não somos.
Nossa deficiência se manifesta por restrições de nossa disponibilidade de neurônios (produtores de dopamina) que se manifesta em alguns momentos de nosso dia-a-dia.
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